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quarta-feira, 14 de outubro de 2015



Os extremistas do Estado Islâmico já estariam colocando em andamento seu plano de dominação mundial e atentos a um cronograma, planejam oextermínio de cristãos e judeus. Dentro desse plano, construído a pretexto de se fazer cumprir profecias de Maomé, planejam decapitar o papa e promover a batalha do Armagedom até 2015.

As revelações foram feitas pelo escritor Robert Spencer, um pesquisador e estudioso do islamismo, em seu novo livro, “Infidel’s Guide to ISIS” (“Guia do infiel para entender o Estado Islâmico”, em tradução livre). Segundo informações da emissora Christian Broadcasting Network, o autor apresenta e explica em detalhes os planos dos extremistas.

Para os integrantes do Estado Islâmico, a “batalha final” – evento a que os cristãos se referem como Armagedom – acontecerá daqui a dez anos, em 2025. Nesse meio tempo, eles vêm se dedicando a cumprir profecias, como por exemplo, a previsão de Maomé sobre a conquista das maiores cidades do Império Romano.

Quando Maomé deixou essa tarefa aos muçulmanos, referia-se a Roma e Constantinopla, que hoje é a cidade turca de Istambul, e já é dominada pelo islamismo. Nesse cenário, o símbolo da conquista de Roma – vista como a “capital” do cristianismo, por sua importância durante os primeiros anos da Igreja Primitiva e por ser sede, nos dias atuais, da Igreja Católica – seria a decapitação do papa em praça pública, com transmissão via internet.

Na visão dos extremistas, essa seria a principal condição para o retorno de Mahdi, figura equivalente ao Messias no islamismo. Junto da conquista de Roma, o Estado Islâmico planeja sua expansão também no Oriente Médio, conquistando o Irã e a Arábia Saudita.

“O Estado Islâmico trabalha com um calendário onde em 10 anos, perto do ano 2025, ocorrerá o Armageddon, a luta final entre o bem e o mal, ou entre os muçulmanos e os não-muçulmanos”, explica o autor, lembrando que a conquista de Roma é planejada para daqui a cinco anos, 2020.

Para Spencer, a atual crise de refugiados tem sido aproveitada pelos extremistas para enviar soldados à Europa e áreas do norte da África. Esse palpite do escritor se baseia na publicação online do Estado Islâmico chamada “Bandeiras Negras de Roma”, em que são revelados partes do plano de ação para tomada da Europa.

Nesse documento, o Estado Islâmico revela que usará células terroristas “adormecidas” na Europa, que ao longo dos anos vêm reunindo muçulmanos que serviram nas forças armadas do continente, além de atrair novos fiéis.

No cronograma construído pelos extremistas a partir de suas crenças sobre a profecia de Maomé, todo esse planejamento resultará em uma batalha entre muçulmanos e não-muçulmanos na região de Dabiq, na Síria, que já está sob seu controle.

“Essa é a sua versão do Armagedom”, pontua o autor. “Então Jesus se unirá ao profeta muçulmano, o Mahdi, e juntos irão conquistar e islamizar o mundo”, acrescenta, apontando o motivo do planejamento tão detalhado por parte dos extremistas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015


A Igreja Católica está atravessando um momento de turbulência por causa de sua postura a respeito da homossexualidade. Nos últimos dias, duas situações opostas envolvendo representantes da denominação ocuparam as manchetes da imprensa mundial.

O papa Francisco, na abertura do Sínodo no último domingo, 04 de outubro, afirmou que o casamento é uma instituição formada pela união de um homem e uma mulher, que dá um “real significado do [termo] casal e da sexualidade humana nos planos de Deus”, o que reforçou a visão da maioria absoluta dos cristãos a respeito desse assunto.

No entanto, um dia antes, o Vaticano precisou emitir um comunicado sobre a fala do padre polonês Krysztof Olaf Charamsa anunciando sua homossexualidade e admitindo ter um companheiro.

“Sei que terei de renunciar a meu ministério, apesar de ser a minha a vida”, declarou. “Sei que a Igreja me verá como alguém que não soube cumprir com seu dever (castidade), que se extraviou e, se não fosse pouco, não com uma mulher e sim com um homem!”, acrescentou.

A declaração do padre Charamsa, feita ao jornal italiano Corriere della Sera causou rebuliço na sede da Igreja Católica, e o porta-voz do Vaticano estranhou a oportunidade: “A escolha de fazer uma declaração tão impactante um dia antes da abertura do sínodo é muito grave e irresponsável […] porque tenta submeter à assembleia dos bispos a uma pressão midiática injustificada”, disse o padre Federico Lombardi. “Evidentemente, o monsenhor Krysztof Olaf Charamsa não poderá continuar desempenhando suas funções precedentes na Congregação para a Doutrina da Fé”, acrescentou.

Já durante o Sínodo, Francisco reiterou a posição da Igreja Católica sobre a homossexualidade evidenciada durante sua visita aos Estados Unidos: “Esse é o sonho de Deus para sua amada criação: vê-la na união amorosa entre um homem e uma mulher, regozijando-se em sua jornada compartilhada, fecunda em sua doação mútua”, disse o papa.

Como é comum de seu discurso, Francisco destacou que os seguidores de Jesus Cristo devem ser compassivos com quem vive de forma diferente do que prega o Evangelho: “A igreja deve procurá-lo, aceitá-lo e acompanhá-lo, porque uma Igreja com as portas fechadas trai a si mesma e a sua própria missão, e, em vez de ponte, torna-se barreira”.

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