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quarta-feira, 21 de outubro de 2015



Embora para os cristãos a Bíblia seja um livro que não envelhece nem muda, a sua interpretação (teologia) sempre foi influenciada por situações históricas.

Durante o segundo e terceiro séculos depois de Cristo, muitos pais da igreja eram antissemitas em suas interpretações. Vários escritos comprovam isso, como os de Irineu (Heresias, vol. 302) e Hipólito (De Christo et Antichristo).

Ambos ensinavam que o anticristo seria um judeu da tribo de Dã, segundo a interpretação de Jeremias 8: 15-16 e outras passagens do Antigo Testamento. Durante o período da Reforma protestante, Lutero, Calvino, Melâncton, Bucer, Beza, Calisto, Bengel e quase todos os escritores protestantes da Europa diziam que o papa era o Anticristo.

Existe ainda um grupo minoritário, que defende que o anticristo não seria uma pessoa, mas um sentimento e que foi visto na história em figuras como os imperadores Nero e Vespasiano e também em Adolf Hitler.

Se a identidade ainda é um mistério, sobre as características a maioria concorda. Mais recentemente, eruditos tem escrito livros tentando mostrar que o cenário histórico aponta para a vinda do anticristo dentre o Islã. Perry Stone estudou o assunto por mais de 30 anos. Ele vem afirmando em seus DVD e artigos que o Anticristo será um muçulmano.

Autor de vários livros, Stone afirma que embora o entendimento tradicional é que o Anticristo seria um líder político/militar. Atualmente, existem no mundo cerca de 1,6 bilhão de muçulmanos e que eles nunca seguiriam um líder judeu ou cristão. Existem 52 nações cuja população é predominantemente islâmica e está na mão delas a maior parte da produção de petróleo do mundo.

O pastor Stone aponta para a estátua do capítulo 2 do Livro de Daniel. Lembra que os impérios representados têm paralelos com os animais listados no capítulo 7. Todos eles eram grandes opositores e/ou invadiram Israel. O último desses impérios seria o califado Otomano, que acabou após a primeira guerra mundial, mas tenta ressurgir pelas mãos dos jihadistas como Estado Islâmico.

Um dos motivos para Perry Stone defender essa crença é um estudo profundo que fez da percepção que os muçulmanos possuem do Apocalipse. O mesmo pensa Joel Richardson, outro estudioso do assunto. Ele já escreveu livros sobre o assunto, incluindo “The Islamic Antichrist” e “Mideast Beast: The Scriptural Case for an Islamic Antichrist”.

De fato em nossos dias, mais de dois terços do um bilhão de muçulmanos que vivem no planetaesperam que o Mahdi venha logo, indica uma pesquisa recente do Instituto Pew Research.

O Estado Islâmico já está marcando a data para a “guerra do fim do mundo”. Além disso, líderes muçulmanos têm anunciado a volta de Issa (Jesus) e a iminente chegada do Mahdi.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 20 de outubro de 2015


Marike Veldman é uma enfermeira holandesa que se mudou para Jerusalém 37 anos atrás. Durante os últimos 32 anos trabalhou cuidando de órfãos palestinos. Ela é cristã e trabalhava com outros missionários no orfanato, sempre lidando com crianças.

Aos 78 anos de idade, ela não esperava ser atacada por um terrorista palestino. Quando entrou no ônibus número 78 em Talpior ela fazia um trajeto conhecido. Contudo, o ônibus foi parado e um homem armado com uma faca entrou, passando a ameaçar todos os passageiros.

Eles sequestraram o ônibus e começaram a gritar ‘Allahu Akbar’ [Alá é grande]. “O homem na minha frente tentou me esfaquear”, lembra Veldman. “Um outro homem começou a atirar. As pessoas gritavam muito alto. Foi horrível, eu clamava constantemente em voz alta ‘Senhor Jesus, Senhor Jesus Me ajude, me ajude.”

Quando o terrorista ouviu isso, “fugiu para o fundo do ônibus”, conta. A polícia acabou intervindo, matando os terroristas. A enfermeira ficou ferida, sofrendo uma perfuração na altura do pulmão. Ainda se recupera num hospital de Jerusalém.

Ela deu uma entrevista emocionante neste domingo (18). “Uma das primeiras perguntas que meus filhos [crianças do orfanato] me fizeram foi: Mãe, você nos odeia? Eu respondi “Não, eu não odeio vocês”. Em seguida, eles perguntaram “Você odeia os árabes? Eu disse que não. Nem mesmo odeio o homem que me apunhalou, tenho pena dele”. ”Sei que foi Deus me salvou”, resume.

Veldman vive na parte Oriental de Jerusalém, onde mora a maioria muçulmana. Ela conta que sempre tratou da mesma maneira crianças muçulmanas e cristãs. Ao longo dos anos ela adotou 20 crianças.

Uma delas é Majda Shakawi, 28, que agora cuida da mãe adotiva no hospital. “Eu estou tentando fazer como minha mãe fez e perdoar. É isso que minha religião ensina, mas é difícil”, conta.

A enfermeira não pretende ir embora do país, mas está muito assustada com a violência que parece ter tomado conta do país. “Eu não estou deixando Israel. O terror não vai controlar a minha vida”, finalizou.

O ataque ao ônibus deixou dois judeus mortos: Haviv Haim e Alon Goberberg. Os terroristas mortos pela polícia foram identificados como Baha Aliyan e Bilal Ranem. 

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 16 de outubro de 2015


As ameaças do Estado Islâmico de perseguir e matar cristãos em todo o mundo ganharam um novo episódio recentemente, com pichações contra os assírios na cidade de Gotemburgo, na Suécia.

Os cristãos assírios que vivem no país vêm, constantemente, deparando-se com mensagens de intolerância religiosa e ultimatos, pichados em estabelecimentos comerciais e muros da cidade.

Mensagens como “o califado está aqui” e “convertam-se ou morram” tem surgido por toda Gotemburgo, de acordo com informações do jornal sueco Dagens Nyheter.


Além dessas ameaças, a letra ن (“N” no alfabeto árabe), usada pelos extremistas para identificar cristãos com uma abreviação de “Nazareno” (termo usado para se referir aos seguidores de Jesus Cristo de Nazaré), tem sido pichada em propriedades dos cristãos assírios, como forma de identificar onde vivem seus alvos.

Essa mesma estratégia havia sido usada pelo Estado Islâmico quando invadiu Mosul, no Iraque, cidade que era considerada um reduto de cristãos.

“Eu senti um súbito arrepio percorrendo a minha espinha. É terrivelmente doloroso, nos sentimos ameaçados”, disse Markus Samuelsson, cristão assírio dono de uma padaria em Gotemburgo, em entrevista ao jornal Dagens Nyheter. “Nossa família fugiu da Turquia para a Suécia na década de 70. Esta exposição ao perigo nos lembra das histórias que nos contaram, quando éramos crianças. É muito real e ameaçador. Estamos aterrorizados”, acrescentou.

Um representante do distrito assírio da cidade, Josef Garis, disse que a polícia está investigando a autoria das ameaças: “É como se a perseguição do passado se reaproximasse”, lamentou.

Meses atrás, outro jornal, o Aftonbladet, noticiou que aproximadamente 150 pessoas haviam deixado Gotemburgo, mudando-se para o Iraque e a Síria, a fim de juntarem-se ao Estado Islâmico.

Gotemburgo foi descrita pelo estudioso em terrorismo Magnus Ranstorp como o “centro sueco dos jihadistas”, segundo informações do Christian Today.

Cristãos assírios

Recentemente o Estado Islâmico revelou ao mundo, em vídeo, a execução de três cristãos assírios, por decapitação, após se recusarem a negar Jesus, e pediu um resgate milionário para libertar os outros quase 200 reféns.

Os cristãos assírios são fiéis da Igreja Assíria do Oriente, que tem origem no século 1º d. C. Boa parte dos adeptos dessa vertente do cristianismo falam aramaico, o dialeto que era falado por Jesus.

Fonte: Gospel Mais

quarta-feira, 14 de outubro de 2015



Os extremistas do Estado Islâmico já estariam colocando em andamento seu plano de dominação mundial e atentos a um cronograma, planejam oextermínio de cristãos e judeus. Dentro desse plano, construído a pretexto de se fazer cumprir profecias de Maomé, planejam decapitar o papa e promover a batalha do Armagedom até 2015.

As revelações foram feitas pelo escritor Robert Spencer, um pesquisador e estudioso do islamismo, em seu novo livro, “Infidel’s Guide to ISIS” (“Guia do infiel para entender o Estado Islâmico”, em tradução livre). Segundo informações da emissora Christian Broadcasting Network, o autor apresenta e explica em detalhes os planos dos extremistas.

Para os integrantes do Estado Islâmico, a “batalha final” – evento a que os cristãos se referem como Armagedom – acontecerá daqui a dez anos, em 2025. Nesse meio tempo, eles vêm se dedicando a cumprir profecias, como por exemplo, a previsão de Maomé sobre a conquista das maiores cidades do Império Romano.

Quando Maomé deixou essa tarefa aos muçulmanos, referia-se a Roma e Constantinopla, que hoje é a cidade turca de Istambul, e já é dominada pelo islamismo. Nesse cenário, o símbolo da conquista de Roma – vista como a “capital” do cristianismo, por sua importância durante os primeiros anos da Igreja Primitiva e por ser sede, nos dias atuais, da Igreja Católica – seria a decapitação do papa em praça pública, com transmissão via internet.

Na visão dos extremistas, essa seria a principal condição para o retorno de Mahdi, figura equivalente ao Messias no islamismo. Junto da conquista de Roma, o Estado Islâmico planeja sua expansão também no Oriente Médio, conquistando o Irã e a Arábia Saudita.

“O Estado Islâmico trabalha com um calendário onde em 10 anos, perto do ano 2025, ocorrerá o Armageddon, a luta final entre o bem e o mal, ou entre os muçulmanos e os não-muçulmanos”, explica o autor, lembrando que a conquista de Roma é planejada para daqui a cinco anos, 2020.

Para Spencer, a atual crise de refugiados tem sido aproveitada pelos extremistas para enviar soldados à Europa e áreas do norte da África. Esse palpite do escritor se baseia na publicação online do Estado Islâmico chamada “Bandeiras Negras de Roma”, em que são revelados partes do plano de ação para tomada da Europa.

Nesse documento, o Estado Islâmico revela que usará células terroristas “adormecidas” na Europa, que ao longo dos anos vêm reunindo muçulmanos que serviram nas forças armadas do continente, além de atrair novos fiéis.

No cronograma construído pelos extremistas a partir de suas crenças sobre a profecia de Maomé, todo esse planejamento resultará em uma batalha entre muçulmanos e não-muçulmanos na região de Dabiq, na Síria, que já está sob seu controle.

“Essa é a sua versão do Armagedom”, pontua o autor. “Então Jesus se unirá ao profeta muçulmano, o Mahdi, e juntos irão conquistar e islamizar o mundo”, acrescenta, apontando o motivo do planejamento tão detalhado por parte dos extremistas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A guerra civil na Síria colocou os cristãos do país em uma situação de vulnerabilidade, pois o regime ditatorial apontado como sanguinário que governa o país protegia a liberdade religiosa dos cristãos. Até o surgimento da Primavera Árabe, a Síria era apontada como um dos locais mais seguros para cristãos no Oriente Médio.

Agora, com a ascensão do Estado Islâmico, conhecido por seu radicalismo, os cristãos que antes tinham proteção, agora são caçados, como bem explicou o jornalista Gustavo Chacra em sua coluna no site do jornal O Estado de S. Paulo.

“Na Guerra da Síria, por exemplo, todos os lados, sem exceção, são ruins. Mas o fato é que os cristãos sírios, em sua maioria, se sentem protegidos pelo regime de Bashar al Assad, pelo Irã, pelo Hezbollah e, acima de tudo, pela Rússia. Não que eles gostem do líder sírio, do regime de Teerã e do grupo xiita libanês. Alguns gostam, outros, não. Mas se sentem protegidos por eles diante da ameaça de grupos rebeldes opositores ultra radicais islâmicos, seguindo a ideologia wahabbita do islamismo sunita. Sabem também que, entre os grupos armados da oposição, todos são extremistas, não apenas o […] Estado Islâmico”, escreveu Chacra.

Analisando a entrada da Rússia de forma mais incisiva no cenário de combate ao Estado Islâmico, o jornalista aponta que o país presidido por Vladimir Putin “entende melhor o cenário na Síria” do que os Estados Unidos, por exemplo, e termina por ser o principal protetor dos cristãos no país.

“[A Rússia] entrou no conflito por uma série de motivos […] entre eles, para defender os cristãos. É importante notar que a maior parte dos cristãos sírios são ortodoxos, com minorias melquitas, maronitas e assírias. Estes cristãos não se identificam com os evangélicos do Ocidente. Mas se identificam e muito com a Rússia, maior nação cristã ortodoxa do mundo”, explicou Chacra.

De acordo com o jornalista, a ação militar russa na Síria conta, inclusive, com apoio da liderança cristã do país: “O Patriarca Russo defendeu a intervenção de Putin na Síria dizendo que isso é fundamental para defender os cristãos. Ao longo do conflito, o maior líder cristão da Rússia também declarou uma série de vezes apoio ao regime de Bashar al Assad por proteger os cristãos. Outros patriarcas cristãos do mundo árabe realizaram reunião ecumênica recentemente em Damasco para apoiar o líder sírio – Damasco é sede de quatro patriarcados cristãos”, contextualizou.

Ao final de seu artigo, Gustavo Chacra destaca a complexidade do cenário no Oriente Médio e a dificuldade dos políticos ocidentais em compreender esse quadro, lembrando que os valores morais adotados nessa região do mundo nem sempre são aplicáveis àquela área: “Ao longo destes meus anos cobrindo o conflito, sempre fiquei surpreso como muitas vezes o Ocidente não entende o cristianismo oriental […] Os russos, por incrível que pareça, são os que melhor leem a situação dos cristãos. Nos EUA e mesmo no Brasil, infelizmente, pessoas que talvez sejam bem intencionadas entendem completamente errado a situação dos cristãos”, resumiu.

Fonte: Gospel +

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