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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As cidades que até hoje são citadas como sinônimo de pecado, imoralidade e perdição, Sodoma e Gomorra, podem ter tido seus alicerces encontrados por arqueólogos da Universidade Southwest Trinity, sediada no estado do Novo México (EUA).

O líder da equipe de pesquisa, professor Steve Collins (foto), afirmou que a descoberta das reuínas das cidades antigas aconteceu após 10 anos de escavações e análises dos materiais encontrados.

“A equipe de arqueólogos desenterrou uma mina de ouro das antigas estruturas monumentais, revelando uma enorme cidade-estado da Idade do Bronze que dominava a região sul do Vale do Jordão”, disse Collins, segundo informações do Christian Today.

O professor, que chefiou o projeto chamado de “Tall el-Hammam”, disse que a década de trabalho aumentou exponencialmente o conhecimento sobre a região: “Sabia-se muito, muito pouco sobre a Idade do Bronze no Al-Ghor (área no sul do Vale do Jordão) antes de começarmos nossas escavações em 2005”, afirmou.

“O que temos em nossas mãos é uma grande cidade-estado que era, para todos os efeitos práticos, desconhecida para os estudiosos antes de começarmos o nosso projeto”, acrescentou o professor.

As análises feitas no material recolhido das ruínas foram comparadas com vestígios coletados de outras cidades antigas próximas, e com o resultado, Collins aponta que o atual local é o que possui maior probabilidade de ser a “cidade perdida” de Sodoma: “O projeto ‘Tall el-Hammam’ atendeu cada critério que Sodoma exigia pelo texto”, disse ele, fazendo referências às menções existentes sobre ambas as cidades nos Velho e Novo Testamentos, na Torá, no Alcorão e no chamado Livro da Sabedoria.

Outros estudos também apontam na direção que as cidades realmente existiram, e que o relato bíblico sobre sua destruição pode ser real, embora a ciência aponte motivos “naturais” para o evento que resultou no colapso de Sodoma e Gomorra.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015


Trecho do Evangelho estava em máscara funerária

A cópia mais antiga do Evangelho de Marcos foi encontrada por pesquisadores que exploravam tumbas egípcias. Testes realizados com o material apontam que o papiro data dos anos 80 a 90 d. C.

A descoberta estabelece um novo parâmetro de referência para os estudos históricos, pois a cópia mais antiga que se tinha notícia até então era datada do século II d. C.

De acordo com a agência EFE, um dos responsáveis pela descoberta é o doutor em Estudos Bíblicos Craig Evans, que acredita que alguém tenha reciclado um trecho do Evangelho, escrito em papiro – material muito caro na época – para usá-lo como uma máscara funerária.

As máscaras funerárias de papiro eram usadas pelos egípcios mais pobres, que não tinham como arcar com máscaras de ouro e outros metais preciosos.

Marcos escreveu sua versão narrativa do ministério de Jesus em Roma, na década 60 d. C., na companhia de Pedro. O pesquisador Evans acredita que a cópia do Evangelho de Marcos tenha ido parar no Egito através do sistema de correios do Império Romano.

“No Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma podia ser lida no Egito semanas depois. Marcos escreveu seu Evangelho no final dos anos 60 d.C., portanto, era possível encontrar uma cópia no Egito 20 anos depois”, afirmou Evans.

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De acordo com o pesquisador, esse trecho do Evangelho de Marcos é apenas uma das centenas de documentos que foram localizados e estão sendo analisados pela equipe de mais de 30 especialistas. Para determinar a data em que o documento foi escrito, está sendo aplicada uma técnica que inclui o uso de isótopo de carbono-14. “Estamos recuperando antigos documentos do primeiro, do segundo e do terceiro século depois de Cristo. Não só documentos bíblicos, mas também textos gregos clássicos ou cartas pessoais”, revelou o pesquisador, destacando que foram encontrados também documentos que pertenceram ao poeta grego Homero, autor de grandes obras clássicas como “Ilíada” e “Odisseia”
 
Fonte: Gospelmais

sábado, 31 de maio de 2014


Uma escavação feita para a construção de um balneário para peregrinação de cristãos na Galileia revelou um sítio arqueológico do local que os arqueólogos e historiadores acreditam ser a cidade natal de Maria Madalela. No local, foi encontrada também uma sinagoga onde, segundo os especialistas, Jesus teria pregado.
A escavação no local se iniciou quando o Instituto Pontifício Notre Dame de Jerusalém, complexo centenário que oferece acomodações e ponto de encontro sereno para peregrinos cristãos, decidiu construir um prédio similar na região da Galileia, norte de Israel. De acordo com a Bíblia foi nesse local que ocorreu a maior parte dos milagres e do ministério de Jesus.
Para a construção, o instituto comprou quatro terrenos na praia norte do Mar da Galileia, nos arredores da pequena cidade israelense de Migdal e do vilarejo árabe destruído de Al-Majda. Os planos para a construção era de derrubar os chalés do antigo balneário Hawaii Beach, construídos no local na década de 1960, para construir no lugar um hotel para 300 hóspedes, um restaurante e um centro espiritual à beira do lago.
Após todo o planejamento para início das obras, que incluiu a contratação de arquitetos e obtenção das licenças necessárias à construção, o que aconteceu em 2009, foi iniciada a escavação arqueológica no local, que é um procedimento de rotina para construções em Israel. As escavações foram iniciadas como apenas um procedimento de rotina, sem que esperassem encontrar nada no local. Porém, para surpresa de todos, pouco abaixo da superfície foi encontrado um banco de pedras, que acabou se revelando fazer parte de uma sinagoga do primeiro século.
Encontrada no local exato onde os arquitetos planejavam construir uma capela ecumênica, a sinagoga é uma das únicas sete do período do Segundo Templo que se sabe existir, e a primeira a ser encontrada na Galileia. Em um cômodo lateral da sinagoga foi encontrada também uma moeda datada do ano 29, período em que Jesus ainda estaria vivo.
Os envolvidos na escavação contam, segundo o Zero Hora, que quando encontraram o local imediatamente pensaram no versículo bíblico Mateus 4:23, que diz: “Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidade do povo”.
Com os estudos feitos no local, se descobriu que ali era Magdala, e não apenas perto de Magdala como se pensava inicialmente. Além da sinagoga, foi encontrado um mercado antigo e uma área separada de cômodos com piscinas adjacentes, além de uma vila grande ou prédio público com mosaicos, afrescos e três banhos rituais, um bairro de pescadores, pontilhado com anzóis antigos e outros equipamentos e o pedaço de um porto do século primeiro.
Com as descobertas, os planos para a construção precisaram ser alterados, de forma a acomodar os sítios arqueológicos, e o restaurante e o hotel ainda não foram terminados.
Em uma área nos arredores, que pertence à ordem católica dos Franciscanos, foram realizadas escavações que também revelaram ruínas antigas, mas nada da importância dos restos do século I de Magdala. A propriedade franciscana ainda é particular, mas Magdala foi aberta ao público.
Dina Gorni-Avshalom, arqueóloga que chefia o sítio em nome da Autoridade Arqueológica de Israel, explicou que a sinagoga e a mesa de leitura que foi encontrada nela deram aos pesquisadores uma noção sobre o vínculo dos judeus do norte e o templo de Jerusalém, e também das ligações entre o judaísmo e o cristianismo primitivo. Além disso, ela afirma que existem “provas circunstanciais” suficientes para presumir que Jesus teria passado por aquela sinagoga.
Fonte: gospelmais

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